Na agricultura, o solo fértil é o alicerce da alta produção – o que representa um desafio para os produtores brasileiros, já que em muitas regiões do país, nossa realidade é de solos naturalmente baixos em fertilidade. Nesse cenário, a análise de solo é etapa crucial do planejamento de produtores que conseguem alcançar altas produtividades.

Para fazer o melhor uso do solo e propiciar o ambiente ideal para que as plantas expressem seu máximo potencial produtivo, obter orientações precisas sobre as necessidades de correção e adubação se torna indispensável. Além disso, se considerarmos o contexto atual de alta de insumos e instabilidade nos preços das commodities, podemos concluir que o aproveitamento inteligente do solo reflete diretamente na rentabilidade da safra.

Em geral, os solos brasileiros tendem a apresentar baixa capacidade de retenção de água e nutrientes. No entanto, a variabilidade pode fazer com que o solo de um mesmo hectare precise de correção em um ponto, e em outro não (ou em um mais, e em outro menos). 

Afinal, como não perder dinheiro nessa dinâmica? Como ter mais precisão para corrigir as áreas necessárias, sem desperdiçar insumos e recursos em locais que estão devidamente corrigidos? As inovações em tecnologia aliadas a boa e conhecida análise de solo são a resposta!

A análise de solo revela o que sua lavoura tem a dizer

Você já viu ou leu a frase "dados são o novo petróleo" por aí? Essa fala tem sido muito repetida no mercado, em diferentes nichos – e com o agro, é claro, não poderia ser diferente.

Enquanto muitas indústrias e setores estão aprendendo só agora o poder dos dados, os produtores rurais já navegam por essas águas há séculos, e a análise de solo é uma prova disso. Qualquer leitura da lavoura que possibilite a correção de rota para safras cada vez mais produtivas e rentáveis se torna valiosa nas mãos de quem sabe interpretá-la.

Por meio da análise de solo, é possível avaliar não só a disponibilidade de nutrientes, como também a sua capacidade de retê-los, fator que pode influenciar as decisões do produtor ao longo da safra dependendo de outras variáveis, como as condições climáticas. Essas informações permitem a otimização da adubação e a escolha das culturas mais adequadas para uma determinada área, resultando em maior produtividade.

Imagine que um produtor realize de maneira rotineira as operações de calagem, gessagem e adubação em medidas padronizadas toda safra e em todas as suas áreas. Ao entender que o tipo de cultura, os manejos, o sistema de cultivo e as condições climáticas e ambientais podem interferir na dinâmica de disponibilidade de nutrientes no solo, fica fácil entender porque essa conta não fecha.

Algumas plantas retiram mais nutrientes do solo, enquanto o uso de coberturas pode agregar nutrição e evitar a lixiviação dos elementos presentes. As variáveis são inúmeras! Além disso, a falta de precisão pode fazer com que a intervenção não seja suficiente, fazendo com que o produtor gaste tempo e recursos com as operações sem que isso beneficie as plantas.

Por isso, não realizar a análise de solo é o equivalente a apostar sem garantia de retorno e com grandes chances de prejuízo. É preciso conhecer as necessidades do solo para suprí-las. Quanto mais real, precisa e instantânea for a sua leitura da lavoura, mais rentável a sua atividade se tornará.

A longevidade da produção agrícola também está em jogo

Quando o solo está em pauta, é impossível não citar a importância da conservação desse recurso natural para a prosperidade da agricultura no futuro. Nos próximos anos temos a missão de elevar a produtividade para alimentar um mundo mais populoso, sem que isso esgote a natureza.

A tecnologia tem sido grande aliada dos produtores no aumento da produtividade sem a necessidade de abrir novas áreas. Em relação à importância da análise de solo, ao evitar a aplicação excessiva de fertilizantes e corretivos, os agricultores contribuem para a diminuição do impacto ambiental, prevenindo a erosão, a degradação e a compactação do solo, o que é essencial para manter a fertilidade e a sustentabilidade das lavouras. 

Como é feita a análise de solo e quais os principais tipos de análise?

A análise de solo é um processo técnico que envolve diversas etapas. As principais são:

  • Coleta da amostragem: divisão da propriedade em glebas homogêneas e subamostras coletadas em ziguezague. Inicialmente essa amostragem era feita em 20 cm de profundidade. Atualmente, especialistas recomendam análises mais profundas, considerando o perfil do solo, em até 1 metro de profundidade. Quanto mais detalhadas as amostras, mais precisão na hora do manejo.
  • Preparação e envio das amostras: após a coleta, as amostras são devidamente preparadas e enviadas para laboratórios especializados, onde passarão por análises minuciosas.

E quais os principais tipos de análise de solo?

  • Análise química completa: avalia a concentração de todos os macro e micronutrientes presentes no solo.
  • Análise química básica: realizada anualmente, permite a leitura de como as práticas de manejo adotadas estão interferindo na dinâmica de nutrientes, permitindo decisões mais conscientes e eficazes, evitando desperdícios de fertilizantes.
  • Análise física: avalia a textura do solo, classificando a porcentagem de argila silte e areia de cada parte da área analisada. Essa informação é crucial para determinar a capacidade de retenção de água do solo e a aeração das raízes das plantas, assim como direcionar outros insumos que dependam dessa relação, como os herbicidas.

E sobre a compactação do solo?

A compactação do solo é um problema que afeta – e muito – a produtividade das lavouras, reduzindo o potencial produtivo e a capacidade das plantas de resistirem a condições adversas, especialmente em culturas como a cana-de-açúcar. 

Existem diversos métodos para detectar a compactação do solo, desde técnicas laboratoriais que envolvem amostras e análises específicas, até métodos de campo que usam equipamentos como penetrômetros ou observação de sintomas em plantas e no solo. 

Para evitar que o problema seja identificado por meio dos sintomas nas plantas – o que já representa perdas e prejuízos – a tecnologia promete revolucionar essas análises, trazendo para o campo sensores autônomos que detectam tudo aquilo que pode estar limitando a produtividade da lavoura em tempo real.

Em pesquisas recentes realizadas pela Embrapa Cerrados, os especialistas discutiram os desafios enfrentados pela agricultura, especialmente no que diz respeito à compactação do solo. Mesmo com os avanços tecnológicos, a mecanização intensiva, especialmente durante a colheita, continua sendo um fator significativo que contribui para a compactação do solo, impactando negativamente a produtividade.

Durante as discussões sobre esse problema, foram destacadas medidas cruciais para avaliar e combater a compactação do solo. O tráfego controlado, o uso de penetrômetros e sistemas de plantio direto foram mencionados como estratégias eficazes. Além disso, foram sugeridas abordagens inovadoras, como o uso de agentes biológicos, exemplificado pelo cultivo de braquiária, e adaptações nas práticas de colheita. A busca por métodos eficazes de prevenção e manejo da compactação do solo continua sendo crucial para a sustentabilidade da produção de cana-de-açúcar.

Como fica a análise de solo na era da Inteligência Artificial?

Com a chegada da Inteligência Artificial nas lavouras, podemos dizer que, os produtores, que sempre foram heróis, agora ganham novos superpoderes. Não só a análise de solo, como todas as outras análises agronômicas, climáticas e ambientais e até mesmo a logística da produção se tornam muito mais eficientes e otimizadas.

Como citamos ao longo do artigo, quanto mais ágil, precisa e dinâmica for a leitura dos dados de campo, maior será o potencial de rentabilidade da safra. Quer um exemplo prático de como essa nova era vai impulsionar o agro? Solix Ag Robotics!

Recentemente, nosso robô agrícola que já é sucesso internacional, recebeu updates que incluem um dispositivo de análise de compactação do solo, que fornece informações sobre a resistência do solo em diferentes profundidades. Isso ajuda os agricultores no direcionamento das ações e no planejamento dos próximos manejos de forma mais inteligente, baseada em dados reais de cada canto de duas propriedades, promovendo um aumento geral do potencial produtivo com o menor custo possível.

Com a ajuda de algoritmos avançados, nossa inteligência artificial, ALICE AI, consegue processar grandes volumes de dados coletados no campo e fornecer recomendações instantâneas para os produtores. Isso significa que é possível reduzir erros e ajustar práticas em tempo real, antes que eventuais problemas afetem a lavoura.

A possibilidade de realizar correções pontuais e direcionadas pode representar um grande salto na redução dos custos de produção, ampliando os benefícios da agricultura de precisão – que agora atinge um nível de assertividade nunca visto até então.

ALICE AI une análise de solo a outros dados essenciais para mostrar o melhor caminho

A análise de solo é uma prática fundamental para os produtores rurais que buscam alta produtividade e sustentabilidade em suas lavouras e a revolução da Inteligência Artificial está tornando essa prática ainda mais poderosa.

A IA da Solinftec tem como diferencial a integração com todos os dados possíveis de serem coletados na lavoura, para entregar um caminho certeiro para o produtor, ao invés de diversos dados desconectados e confusos que ele precisa interpretar sozinho. É a prática do campo aliada a alta performance e conhecimento exponencial da tecnologia. 

Juntas, as boas práticas agrícolas que trouxeram o agro brasileiro à era de ouro da atualidade e as inovações de última geração constroem um caminho longo, próspero e sustentável para os produtores e suas lavouras.

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